Hoje sei que terminou uma etapa. Faz já algum tempo que sabia que este dia acabaria por chegar e que a despedida (para sempre) iria chegar. Mas por mais mentalização dos factos que a minha cabeça tenha processado durante este tempo de espera, há uma réstia de inconformidade com os rumos divergentes que iremos tomar. Eu sei que vais atrás dos teus sonhos, eu sei que estarás melhor lá, eu sei que é (talvez) o que fazes de mais certo. Mas enquanto vais perseguir o teu sonho, deixarás o 'nós' que tanto trabalho deu a construir, aniquilarás o nosso sonho comummente construído.
E a despedida não sucedeu de todo. Foi tão repentina a tua ida que eu nem tive tempo para assimilar que a partir de agora não mais te tenho aqui. E ficou tanto por dizer, tanto por ouvir, tanto para pensar, tanto por sentir.
Comigo deixas a saudade daquilo que passamos, contigo levas o carinho que sempre terei por ti. Não lhe poderei chamar amor, talvez não tenhamos tido tempo e disponibilidade para construir tanto assim, nem queríamos tal. Mas foste ficando e pertencendo à minha vida, e eu à tua, e não fomos precisando de rótulos. E foi tudo tão simples e tão complexo, simultaneamente. E podia ter sido melhor, mais completo, é verdade, mas não foi. E eu não me importo que não tenha sido ainda melhor do que foi, porque a felicidade que me deste bastou para preencher o buraco que há muito eu trazia na minha bagagem de sentimentos.
Não foste perfeito, nunca desejei que o fosses, aprendi a conviver com os teus defeitos, que no fundo são iguaizinhos aos meus. A mesma teimosia, o mesmo orgulho, a mesma ousadia, a mesma frontalidade, o mesmo egoísmo. Só não soube conviver e aceitar um dos teus piores defeitos: a imaturidade. No fundo, eu diria que terás sempre essa criança dentro de ti. Se calhar isso dá-te ainda mais brilho, se calhar não.
Deste mais de ti a mim do que eu a ti. E eu dei mais sentimento a ti do que tu a mim. Pelo menos eu vejo isso assim. Talvez, não sei bem.
Gostei de cada momento que passei contigo, gostei das conversas de todos os dias, gostei de todas as vezes que me fizeste sentir bem. Gostei de cada vez que cantaste e tocaste para mim. Sou apaixonada pela tua musicalidade, por quando tocas guitarra e piano e cantas tão bem como sabes. Sou apaixonada por muita coisa em ti, mas a tua música encanta-me mais do que tudo.
Engraçado como logo na primeira vez que nos vimos sentimos a química que pairava entre nós. A partir daí foi inexplicavelmente difícil de nos largarmos, era inevitável.
Partes para longe e deixas saudades, levando um pouco de mim e deixando um pouco de ti.
Sempre que quiseres voltar, estarei para te acolher. De mim terás sempre todo o carinho que cativaste.
AGW, foste e és importante. Continuarás a sê-lo, com certeza.
Post Scriptum: por ser tão orgulhosa, nunca fui capaz de te dizer, mas não deixo passar de hoje: Adoro-te :)
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Saudade
Saudade, muita saudade, Amélia, sempre.
Mãe
E é bom perceber que cada vez mais temos uma melhor relação, consolidada um pouco graças ao afastamento que tivemos por eu sair de casa graças à universidade. As saudades ajudaram, sem dúvida.
Apesar de tudo, amo-te mãe e, sem ti, nada seria igual.
[Odeio que para mim seja preciso existir este dia para te relembrar que és importante.]
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Entrelaçamos as mãos
Estava uma noite bastante fria. Saímos do seio do grupo de amigos para nos encaminharmos para casa, depois de algumas minis consumidas e alguma dança naquele que era o nosso bar. Já a cidade adormecera há muitas horas atrás. Para minha surpresa, agarraste-me a mão e entrelaçaste os teus dedos nos meus. Corria um vento agreste como eu já não lembrava igual e eu estava a sentir frio, muito frio. Apercebeste-te disso e abraçaste-me fortemente, protegeste-me da aragem gélida que corria. Senti tanto calor humano oriundo de ti. Chegámos a casa, custou-me largar o abraço, mas sabia que iria ter muito mais. Dás-me muito mais, sempre que te tenho nos meus braços, numa retribuição afectiva que encobre todo o espaço de tempo que passo sem ti. São esses pedaços de noite que quero repetir contigo. Dar as mãos. Abraçar-te. Sentir-te junto a mim. Porque até o simples facto de darmos as mãos é especial e único. Já tenho saudades; quando volto a sentir a tua mão entrelaçada na minha?Eu sei, estou a ficar sentimentalista. Mas a culpa é tua.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Ensinavas-me a tua arte

Eram tardes e noites pelas quais eu sempre esperava ansiosamente. Chegavas, davas-me um pouco do teu afecto e depois tornavas-te o meu mestre. Eu aprendia a dedilhar a guitarra com carinho, tal como ensinavas. Sentavas-me no teu colo, enlaçavas-me e tocávamos melodias juntos. Eu era a tua aprendiz e vibrava interiormente com cada nota musical que produzias. Tocavas-me directamente ao coração e cantavas para mim aquecendo a minha alma. E eu ficava embevecida a ver-te tocar guitarra. E de novo me tentavas ensinar a tua arte, de novo me enlaçavas em ti, de novo me cantavas ao ouvido. Olhavas-me nos olhos com intensidade e nesse olhar pedinchavas por afecto. Eu correspondia ao teu pedido e pedias mais um beijo, e outro, e mais outros e continuávamos o nosso jogo de afecto. Queria-te tanto. Enlaçavas-me ainda mais e regressávamos às nossas lições de guitarra, e eu era uma mulher feliz. Era. Não me bastou ser feliz. Agora sinto falta das nossas lições, meu querido.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sempre
Descobri que nem os novos ambientes, nem a tua ausência física e visual, nem os amores de uma só noite me fazem deixar-te para trás, nada me faz esquecer-te de uma vez por todas. Já estás muito menos, já me lembro poucas vezes de ti, já não pulsa aquela sensação de que és tudo para mim, mas mesmo assim cada vez que retornas à minha mente, retornas em grande força. Destróis sempre todas as certezas que tenho, alimentas a saudade. Não há nada que me faça esquecer-te por completo, julgo que nunca ficarás definitivamente no passado. E isso é absolutamente estúpido.
domingo, 18 de outubro de 2009
Prima *
Tu sabes que nunca te deixei para trás, nem nunca serei capaz de o fazer. Ou devias saber. Acredita, és quem mais me faz falta nesta nova fase da minha vida, estivesses lá comigo e tudo estaria completo. Assim não há perfeição. Nunca fui tão feliz como agora sou, é certo. Tudo o que acontece, todo o novo contexto, todas as novas pessoas, fazem os meus dias serem excepcionais. Mas não duvides que em muitos momentos eu penso que faltas lá tu, que te quero lá também. Para mim não é a distância e ausência física que fazem com que as pessoas se afastem, são os actos, os pensamentos e a tentativa de esquecimento. E eu tenho-te relembrado sempre, podemos não estar juntas fisicamente, mas estás sempre comigo em pensamento, podes dizer que isto é dito da boca para fora, que é frase feita, mas não é, é a pura realidade. Tudo farei para não deixar a nossa amizade cair por terra. És demasiado essencial, já me tinha apercebido disso há muito tempo, e talvez agora perceba ainda melhor. Amigas como tu simplesmente não se esquecem, não se deixam para trás. Conservam-se para toda a vida, porque são as que valem a pena ficarem sempre connosco. Eu podia até estar na China e ver-te só de cinco em cinco anos que ainda assim não te esqueceria. Acredita, mas acredita mesmo, que por mim ficaremos sempre as melhores amigas, que seremos sempre as primas adquiridas, que teremos sempre as conversas palermas que só nós somos capazes de ter, que teremos sempre as mesmas pancas, que teremos sempre aqueles momentos completamente parvos, que nos riremos muito e muito e muito juntas, que daremos sempre conselhos uma à outra, que desabafaremos sobre tudo o que precisamos, que faremos tantas mais coisas. As nossas coisas, à nossa maneira completamente parola. Não me desiludas, não tentes pensar que te esqueci ou te deixei para trás, porque nunca o farei. Juro. Promessa de prima desnaturada.
Estiveste, estás e estarás sempre, melhor prima «3
domingo, 4 de outubro de 2009
Saudade
Eu procurei um novo caminho, a mudança de tudo o que estava estabelecido.
Mas agora sinto falta de tudo o que em tempos julguei possuir.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Vou ter saudades, muitas

Começo a sentir falta de tantas pequenas coisas, tem batido em mim uma tão grande nostalgia. As recordações são algo tão precioso em mim, tenho tantas saudades de tantos momentos. Estes últimos anos foram maravilhosos, passaram por mim pessoas boas e pessoas más, mas ficam todas guardadas comigo para sempre. Algumas já me habituei à sua ausência, outros sei que, pelo menos por agora, não suportaria perder. Vou para longe mas fica aqui um pedaço de mim com todas elas, agarrado a elas. E levo um pedaço delas comigo, para a sua presença mental ser constante, para me continuarem a apoiar e proteger como sempre fizeram. Tenho medo de ficar sem as pessoas que mais amo. Quero mantê-las sempre comigo, quero estar com elas sempre que possa. Por outro lado, sei que adaptar-me a um novo lugar, a novas pessoas, a novos ambientes, a novas situações me fará bem. Irei crescer dentro de todo o novo contexto, esperando ter sempre a meu lado, presencial ou psicologicamente, aqueles que fazem de mim uma pessoa feliz, aqueles que me dão razões para sorrir, aqueles de quem nunca me esquecerei. Sabem quem são. E sabem que me terão sempre. Obrigada por tudo o que tivemos até agora, prometo termos muito mais. Sempre.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
A saudade não mata, mas mói
"I remember the days we spent together
were not enough
and it used to feel like dreamin'
except we always woke up
Never thought not having you
here now would hurt so much."
Tonight - Fm Static
quarta-feira, 8 de julho de 2009
06 Março 2009
- Estou a entrar em parafuso
- Porquê?
- Acho que me sinto tipo sozinha
- Ui, como assim sozinha?
- Sinto a falta de todos
- Eh lá, já?
- Já porquê?
- Mas por saíres da escola?
- Por tudo
- Sensação estranha
- Muito, muito mesmo
- Mas não estás sozinha miúda
- Acabo por estar sim
- Mas não estás
- Isso é o que dizes
- Porquê?
- Porque eu sei o que sinto, e sei que é preciso as coisas estarem a acontecer na realidade para eu estar assim…
- E o que é que se tem passado para te sentires assim?
- […] Sinto a falta de estar com as pessoas presencialmente, pronto.
- Mas a tua vida vai mudar, os teus amigos vão mudar… Não penses que a tua vida vai ser sempre a mesma
- Eu sei, e é talvez a noção de que todas estas pessoas vão ficar para trás que me deixa este vazio
- Essas pessoas preenchem o teu passado… O teu futuro tem novas pessoas que te vão preencher
- E agora? Quem preenche? Ninguém.
- Agora preenche a família que está sempre… E eu também estou, mas no coração.
Antes estavas no coração sim, mas há muito tempo que te evadiste desse teu posto.
