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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Detesto

Detesto falhas de última hora nos compromissos estabelecidos comigo. Detesto, detesto, detesto.

E detestei especialmente desta vez. Preciso que não seja apenas eu a fazer um esforço.
Preciso mesmo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

(En)canta-me outra vez

Gosto quando me cantas a "Chasing Cars" dos Snow Patrol.

"All that I am,
All that I ever was
Is here in your perfect eyes,
they're all I can see.
(...)
If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me
and just forget the world?".

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vamos simplificar

Juro que gostava de compreender todas as nuances que cobrem esse teu espírito indomável. Às vezes é difícil aceitar os comportamentos imaturos que apresentas, mas talvez seja isso mesmo que, de certo modo, te define: essa imaturidade própria da tua tenra idade. A vida ainda não te ensinou lições suficientes nem te fez lutar por nada importante, ainda não precisaste calejar as tuas franzinas mãos com esforço para alcançar algo que desejasses fortemente. E como não estás habituado a lutar, não o fazes por aquilo que deverias fazer, agora. Também és teimoso, és demasiado teimoso e eu detesto essa mania de que sabes tudo, melhor e mais do que todos os que te rodeiam, e tenhas que levar as coisas da tua maneira, sem acatar opiniões de outrem. Detesto igualmente essa tua mania de tentares fazer com que pareça que eu sou bastante insignificante, ainda que deixes entrever que significo até demais. Eu reclamo de ti, de tudo o que fazes, de tudo o que dizes, mas no fundo gosto dessa tua maneira de ser: rebelde e despreocupada, caprichosa e agreste. Por vezes eu sou igual a ti, sabes? E talvez seja isso que me encanta em ti: esta nossa similitude desmedida, este medir de forças constante que se abate sobre nós e prolifera cada vez mais, numa necessidade constante de comprovar que não somos assim tão importantes um para o outro, quando na realidade acontece exactamente o oposto, quando passar algum tempo sem termos contacto é detestável para ambas as partes. Durante muito tempo, eu defini para mim própria que tão cedo não me queria prender emocionalmente a ninguém e acreditei que era capaz de fechar a minha vida aos sentimentos de índole amorosa. Mas começo a perceber que cada vez mais está a ser difícil fechar essa porta e que já não posso negar que estou mais ligada do que desejaria a ti. E sei que neste momento sucede a mesma complicação emocional na tua cabeça.
Agora desejo que simplifiquemos as coisas, rapidamente.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Quando o pouco vale muito

É tudo mais simples quando existe alguém que nos preenche de forma diferente. Tens-me aquecido o coração e isso sabe bem, com todo o frio que se tem feito sentir interior e exteriormente. Só espero que tão cedo não te tornes razão do meu esfriar emocional e que continues a corresponder à boa imagem que tenho de ti. Tens-me feito feliz de forma tão simples e isso é o essencial.
GW!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Talvez




"Sentir o calor humano a quebrar o inverno."
É bom.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Encanto


Estarei a cair novamente naquilo que de mais poderoso existe no universo, nessas teias que nos entrelaçam e agarram, e nos fazem sucumbir? Não sei explicar ao certo o que se passa, e talvez essas coisas tenham sido feitas mesmo para não serem explicadas. Mas eu preciso de compreender, eu preciso sempre de compreender. Começo a sentir de novo uma essência conhecida. Ele encanta-me, e muito, é certo. Mas será que estou preparada para que ele passe a mais do que um encanto passageiro na minha vida?

sábado, 5 de setembro de 2009

É bom saber


É bom saber que nem tudo mudou. É bom saber que te tornaste maduro. É bom saber que há laços que perduraram. É bom saber que estás consciente de tudo o que fizeste. É bom saber que, depois de tudo e acima de tudo, afinal (ainda) somos amigos.

Afinal de contas, para mim serás sempre o amigo .

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agora


Agora és tão importante como um simples conhecido. Obriguei-me a mim própria a passar-te para essa categoria, mas não te esqueças: tu passaste-me primeiro para igual categoria na tua vida. Lidar contigo, perceber-te, já foi para mim muito mais fácil do que agora é; de facto, posso dizer que já não te conheço, ou melhor, que já não és como te conheci. E tenho saudades da pessoa que eras. Notei quando te cansaste de tudo. Eu também estava cansada. E foi então que decidi que a servidão a ti iria acabar. Resolvi de uma vez por todas deixar de ser a gaja que te pertencia. Cansei de percorrer o caminho que me conduzia a ti, essa estrada que todos julgavam longa e que no entanto eu não me importava de percorrer. A campainha de tua casa ainda ressoa na minha cabeça e o som que a acompanha relembra-me quando me dizias para subir e me recebias calorosamente. Durante aquele período de tempo, tudo era perfeito, ou assim parecia ser. Não havia complicações e tu, assim como eu, gostávamos que assim fosse. Estava-se bem e pronto. Mas já perto do final, soube que não tínhamos futuro. Os últimos dois meses foram terríveis. A minha cabeça não tinha nada dentro, à excepção de ti. Era todo o tempo a pensar se era mesmo aquilo que eu queria, se valeria a pena continuar a ter-te numa completa vazão de sentimentos, se eu iria aguentar assim por muito mais tempo. Aqueles dois últimos meses foram surreais, nunca pensei vir a questionar tanto as coisas. E foi então que por imposição das coisas normais que a vida tem, tivemos que deixar de nos ver, isto precisamente na altura em que eu tencionava deixar-te. Foi doloroso, muito doloroso mesmo, porque apesar de todo o mal que me fazias, eu gostava demasiado de ti para te largar e não sentir dor por tal acontecimento. Tive que ir ao mais fundo de mim buscar forças que nem imaginava existirem, mas mesmo assim fui-me muito abaixo. Mas tudo fiz para não dar importância à nossa separação e seguir em frente. Foi um processo de habituação complicado e demorado, mas o que é certo é que hoje tenho a sensação de dever cumprido, sinto mesmo que já aceitei o que aconteceu. Compreender não, não compreendo, nem nunca hei-de compreender muitas das coisas que aconteceram, mas aceitei que tinha sido assim. Antigamente pensava que o tempo não era cura para nada, que as chamadas ‘borrachas temporais’ eram fruto de conselhos impossíveis de concretizar mas agora sei que o tempo tudo ajuda a curar, tudo ajuda a esquecer. O tempo faz com que deixemos o que era mais importante antes para segundo plano no agora. O tempo é um curioso mistério, porque tanto nos pode levar a deixar as coisas para trás como nos pode levar a reviver mentalmente tudo e fazer com que não nos esqueçamos o que queremos apenas e só esquecer. E de facto, nos meses posteriores à nossa separação eu tanto regredia por recordar e reavivar os nossos momentos, como prosseguia em frente, agarrando-me à vontade de te esquecer, à vontade de ultrapassar tudo. Ultrapassei, sinto que alcancei o meu objectivo de todos os dias, de todos os segundos destes últimos meses. Agora sou capaz de estar na tua companhia sem meter pelo meio os antigos (res)sentimentos, agora consigo estar bem na tua presença. Agora, queria que se abrisse espaço para de novo sermos bons amigos. Achas que pode ser?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cartas


Eu não escrevo cartas, mas se calhar era-me mais fácil escrevê-las e enviar-tas ao invés de escrever e pensar coisas que nunca serei capaz de te dizer cara a cara. De facto, em vários aspectos consigo ter muito pouca audácia. Tenho vindo a ganhar bastante noção de que ficou muito por te dizer, e afinal de contas vai continuar por dizer. Eu queria que tudo tivesse terminado de forma diferente. Sempre te pedi muito pouco, estou farta de referir isto, as minhas palavras já se repetem sucessivas e sucessivas vezes. Mas é a verdade, eu pedi-te muito pouco, apesar de todo o amor que sempre nutri por ti, nunca te exigi o mesmo da tua parte. Nunca. Apenas te pedi, várias vezes, que a nossa amizade nunca terminasse, que fôssemos os melhores amigos, como aconteceu durante os nossos meses, sim, nossos. Sempre me afirmaste que esse sentimento de amizade iria permanecer para sempre, que velhos iríamos estar juntos a rir, sempre como amigos. O meu pensamento nunca voou tão longe assim, afinal de contas para “velhos” ainda é muito tempo, mas imaginava a nossa amizade a perdurar mais uns aninhos. Durante todo o tempo em que foste o meu melhor amigo, eu procurei adormecer o amor que sentia por ti. De certa forma foi uma tentativa falhada, ou talvez não. Quando eu estava contigo, ainda que fosse pelo que era, tu eras um amigo, eu não podia deixar que amores se intrometessem no nosso caminho, isso sempre acaba por estragar tudo. Por isso, deixei de lado essa minha vertente amorosa, sempre procurei manter acesa apenas a chama da amizade, sempre procurei cultivar a amizade, só e só a amizade, e tu sabes bem disso. Mas nem tudo tem um final feliz. Eu não sei quem errou, eu não sei sequer se alguém errou, o que é certo é que não houve um final feliz, nem sequer um final infeliz. Simplesmente, de certa forma, não aconteceu um final. As coisas estagnaram. De um momento para outro, não houve mais nenhuma palavra, mais nenhum sorriso, mais nenhum toque, mais nenhum encontro, mais nenhuma conversa, mais nenhuma amizade. Nem sequer posso dizer que estejamos zangados, isso irrita-me, mas nós nunca nos zangamos por acontecimento algum. Apenas deixamos de falar, queira isso dizer o que quer que seja. Até hoje, permaneço sem compreender. Não há nada em que eu gaste mais tempo a pensar, a minha cabeça permanece absorta a engendrar que raio aconteceu, que raio se passa connosco, a tentar perceber o porquê de termos deixado de ser amigos. Caramba, eu sempre disse “não, ele não há-de ser um bom tipo pa namorar, eu gosto dele, mas não o quero para namorado. Mas amigo, amigo sim, ele é das melhores pessoas que já conheci, eu quero-o como meu melhor amigo, apenas”. Repeti tantas e tantas vezes esta ladainha, eu sabia que era isto o que a minha cabeça e o meu coração ditavam, eu nunca tive quaisquer duvidas, por isso não duvides tu disto. Sabes, não pedi quase nada mesmo, em comparação a tudo o que me poderias dar. Tu, a pouco e pouco, foste-me pedindo muito, sim, pediste. E recordo-me plenamente de me dizeres “agarra-me para sempre porque não te quero perder”. Para mim o “para sempre” seria impossível talvez, mas fiz questão de te agarrar, fiz questão de que não me perdesses. Mas afinal eu não valia assim tanto para ti, não significava tanto assim. Não tiveste problemas em me perder. Arranjaste rapidamente forma de me substituir, mas eu nunca fui capaz de te substituir, mas afinal de contas os significados são diferentes. Mas para mim os amigos não se substituem, se eles saem da minha vida é por iniciativa própria. Tu saíste por tua própria iniciativa, magoaste-me demasiado. Nunca serás capaz de imaginar o quanto, deixaste uma dor tão dilacerante, é demasiado irreal. Na minha cabeça, nunca seria concebível eu vir a sofrer tanto por um homem, mas o que se passa é isso mesmo, eu sofro por um homem. Às vezes quanto mais fortes somos, mais fracos nos apresentamos quando necessitamos de ter toda a força. Se calhar, gastámo-la em situações em que não seria tão necessária, procuramos mostrá-la em todas as situações e o que acontece é que a nossa força é uma energia esgotável. E a minha força para lidar com tudo o que se cinge a ti esgotou-se, eu já não sei ser forte como era usual ser. Tiraste-me as forças ou fui eu que tive que as empreender no total enquanto estive contigo, para não me deixar ir abaixo? Ver-te agora com essa tipa é estranho, eu vejo-te a fazeres com ela o que fizeste comigo, eu vejo-a no meu lugar, eu vejo-a a tomar para ela o que é (ou foi) meu. Engraçado porque enquanto eras meu amigo para mim tornava-se quase aceitável teres outras, eu sabia que não eras meu, mas sabia que eras meu amigo e isso bastava-me. Podias estar com trinta que isso não iria mudar nada (ou quase nada), claro que me fazia confusão, mas lá está, eu tinha a tua amizade (ou assim achava) e isso bastava para me preencher. E afinal de contas eu fui compactuando com o facto de dares atenção a outras, até de te envolveres com outras. Tu eras apenas meu amigo e como tal eu não te exigia seres exclusividade minha. Claro que a forma como nos envolvemos ia para além da amizade, mas mesmo assim não me dava direitos sobre coisa nenhuma, e eu respeitava isso. Durante aqueles meses suspeitei de muita coisa, durante aqueles meses tive quase a certeza que nuns dias estavas comigo, noutros estavas com uma das outras, mas nós só nos envolvíamos na busca de um relacionamento quase físico, eu sei que não eram laços de amor que ali existiam. Mas volto a dizer, eras o meu melhor amigo e isso bastava-me. Mas agora, agora eu já não tenho de suprimir o amor que tenho por ti, já que a amizade já não existe, logo já não tem que ser preservada. E o amor voltou em toda a sua força à superfície, e ao contrário do que eu esperava que acontecesse após o nosso afastamento, ele não se está a esvair, está sim a aumentar. Não sei se alguma vez te disse, mas sempre tive dificuldade em aplicar termos como um ‘amo-te’, ‘amor’, etc. Isto com os que te precederam. Mas contigo nunca tive qualquer receio de os dizer, eu sabia que era isso mesmo que eu sentia, eu sei que te amo, e sou capaz de o afirmar sem pesos na consciência, ao contrário do que fiz com outros antes de ti. Eu não brinco com os sentimentos, eu sempre precisei de aplicar alguma racionalidade nos meus laços afectivos, e contigo perdi alguma dessa racionalidade. Quando entraste na minha vida, de certa forma mudei. Ganhei alguns aspectos positivos, e outros negativos, claro. Com o tempo aprendi a viver com a forma como hoje sou, e em parte tu ajudaste. Trouxeste muito à minha vida, e quando te foste levaste grande parte dela. Sempre representaste um papel importante em tudo o que me envolve, sempre foi tudo feito a pensar em ti, em todos os momentos estavas dentro da minha cabeça, do meu coração, em mim. E agora estás a conseguir destruir-me, eu não consigo dormir, eu não consigo estar concentrada a trabalhar, eu não consigo estar com as minhas amigas sem ficar melancólica pelo que nos aconteceu, eu não consigo sequer escrever como antigamente. As palavras faltam-me, a inspiração foi-se, as frases mais que arquitectadas não surgem. Destruíste a pessoa quase fantástica que eu era, levaste a minha felicidade constante. Antigamente, eu só não ria quando estava a dormir, agora só rio em escassos momentos. Estou demasiado taciturna, duvido de tudo à minha volta, questiono todas as minhas outras amizades, deixei de ser a pessoa alegre que era. Sim, destruíste-me mais do que alguma vez eu pensei alguém vir a fazer, nunca pensei deixar-me levar assim. Não encontro pontos semelhantes entre o agora e o antes. Mudaste imenso, nunca pensei que fosses uma pessoa assim, eu confiava em ti, eu confiava naquilo que eras, naquilo que representavas, eu defendia-te perante tudo e todos. Agora não sei mais a pessoa que és, não encontro paralelismos entre o amigo que conheci e o desconhecido que agora estranho. E pior do que tudo, não me reconheço a mim própria. Só te queria de novo como meu melhor amigo, nada mais.