Gosto quando me cantas a "Chasing Cars" dos Snow Patrol.
"All that I am,
All that I ever was
Is here in your perfect eyes,
they're all I can see.
(...)
If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me
and just forget the world?".
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Entrelaçamos as mãos
Estava uma noite bastante fria. Saímos do seio do grupo de amigos para nos encaminharmos para casa, depois de algumas minis consumidas e alguma dança naquele que era o nosso bar. Já a cidade adormecera há muitas horas atrás. Para minha surpresa, agarraste-me a mão e entrelaçaste os teus dedos nos meus. Corria um vento agreste como eu já não lembrava igual e eu estava a sentir frio, muito frio. Apercebeste-te disso e abraçaste-me fortemente, protegeste-me da aragem gélida que corria. Senti tanto calor humano oriundo de ti. Chegámos a casa, custou-me largar o abraço, mas sabia que iria ter muito mais. Dás-me muito mais, sempre que te tenho nos meus braços, numa retribuição afectiva que encobre todo o espaço de tempo que passo sem ti. São esses pedaços de noite que quero repetir contigo. Dar as mãos. Abraçar-te. Sentir-te junto a mim. Porque até o simples facto de darmos as mãos é especial e único. Já tenho saudades; quando volto a sentir a tua mão entrelaçada na minha?Eu sei, estou a ficar sentimentalista. Mas a culpa é tua.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Vamos simplificar
Juro que gostava de compreender todas as nuances que cobrem esse teu espírito indomável. Às vezes é difícil aceitar os comportamentos imaturos que apresentas, mas talvez seja isso mesmo que, de certo modo, te define: essa imaturidade própria da tua tenra idade. A vida ainda não te ensinou lições suficientes nem te fez lutar por nada importante, ainda não precisaste calejar as tuas franzinas mãos com esforço para alcançar algo que desejasses fortemente. E como não estás habituado a lutar, não o fazes por aquilo que deverias fazer, agora. Também és teimoso, és demasiado teimoso e eu detesto essa mania de que sabes tudo, melhor e mais do que todos os que te rodeiam, e tenhas que levar as coisas da tua maneira, sem acatar opiniões de outrem. Detesto igualmente essa tua mania de tentares fazer com que pareça que eu sou bastante insignificante, ainda que deixes entrever que significo até demais. Eu reclamo de ti, de tudo o que fazes, de tudo o que dizes, mas no fundo gosto dessa tua maneira de ser: rebelde e despreocupada, caprichosa e agreste. Por vezes eu sou igual a ti, sabes? E talvez seja isso que me encanta em ti: esta nossa similitude desmedida, este medir de forças constante que se abate sobre nós e prolifera cada vez mais, numa necessidade constante de comprovar que não somos assim tão importantes um para o outro, quando na realidade acontece exactamente o oposto, quando passar algum tempo sem termos contacto é detestável para ambas as partes. Durante muito tempo, eu defini para mim própria que tão cedo não me queria prender emocionalmente a ninguém e acreditei que era capaz de fechar a minha vida aos sentimentos de índole amorosa. Mas começo a perceber que cada vez mais está a ser difícil fechar essa porta e que já não posso negar que estou mais ligada do que desejaria a ti. E sei que neste momento sucede a mesma complicação emocional na tua cabeça.Agora desejo que simplifiquemos as coisas, rapidamente.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Ensinavas-me a tua arte

Eram tardes e noites pelas quais eu sempre esperava ansiosamente. Chegavas, davas-me um pouco do teu afecto e depois tornavas-te o meu mestre. Eu aprendia a dedilhar a guitarra com carinho, tal como ensinavas. Sentavas-me no teu colo, enlaçavas-me e tocávamos melodias juntos. Eu era a tua aprendiz e vibrava interiormente com cada nota musical que produzias. Tocavas-me directamente ao coração e cantavas para mim aquecendo a minha alma. E eu ficava embevecida a ver-te tocar guitarra. E de novo me tentavas ensinar a tua arte, de novo me enlaçavas em ti, de novo me cantavas ao ouvido. Olhavas-me nos olhos com intensidade e nesse olhar pedinchavas por afecto. Eu correspondia ao teu pedido e pedias mais um beijo, e outro, e mais outros e continuávamos o nosso jogo de afecto. Queria-te tanto. Enlaçavas-me ainda mais e regressávamos às nossas lições de guitarra, e eu era uma mulher feliz. Era. Não me bastou ser feliz. Agora sinto falta das nossas lições, meu querido.
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Gosto

Gosto de ser reles e divertida. Gosto dos meus amigos. Gosto de tudo o que meta chocolate. Gosto de dormir. Gosto de música, dança e fotografias. Gosto de ser complexa. Gosto de mudanças. Gosto da cor cinzenta. Gosto que me façam rir. Gosto de tudo o que envolve o espírito académico. Gosto de fazer muitas perguntas indiscretas. Gosto do meu nome. Gosto de olhares que brilham. Gosto da montanha no verão e da praia no inverno. Gosto de deitar tarde e de estar sem nada de importante para fazer. Gosto de observar as pessoas e tentar compreender o que vai dentro delas. Gosto de estar sozinha no meu quarto. Gosto de ser curiosa e perfeccionista. Gosto das noites de verão. Gosto de escrever. Gosto de reflectir sobre mim e sobre os meus actos. Gosto de aniversários e de reencontros. Gosto de mudar o estado natural das coisas. Gosto de sentir que faço parte da vida de alguém, mas gosto também de ser individualista. Gosto de ouvir música tocada no piano. Gosto de sair à noite. Gosto de não ter limites. Gosto de homens. Gosto de redes sociais cibernéticas. Gosto de pensar em inglês. Gosto de viajar e conhecer sítios novos. Gosto de ter a casa por minha conta. Gosto do meu cabelo. Gosto de me sentir protegida. Gosto de dormir sozinha. Gosto de me fazer de difícil. Gosto de por vezes ser bastante insensível. Gosto de encher o quarto de fotografias. Gosto de estar montes de tempo no banho. Gosto de ir tomar café. Gosto de pulseiras. Gosto de ir às compras. Gosto de sapatilhas de montanha. Gosto de recordar. Gosto de pandas. Gosto de comer. Gosto do número trinta e dois. Gosto de marcadores de livros. Gosto de andar à deriva no supermercado. Gosto de fazer listas de coisas. Gosto de chegar atrasada às aulas. Gosto de ver as pessoas com os trajes académicos. Gosto de comida italiana. Gosto de álcool. Gosto de ler revistas e jornais. Gosto de humor inteligente. Gosto de séries televisivas. Gosto de conduzir. Gosto que me façam sentir especial. Gosto de coleccionar bilhetes. Gosto de quase todos os estilos de música. Gosto da sensação de levantar voo. Gosto de cachecois. Gosto de ser relativamente parva. Gosto de chatear as pessoas de quem gosto. Gosto de gostar de muita coisa.
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