segunda-feira, 23 de novembro de 2009

É estar saturada disto e não estar



Eu pergunto-me tantas vezes se é mesmo esta a direcção que quero tomar, se estou no caminho certo para mim. E nunca encontro qualquer resposta, eu sou uma vazão imensa por dentro. Afinal aos dezoito ainda somos tão inocentes como aos quinze. Aos dezoito ainda buscamos as respostas às nossas questões mais que existenciais, ainda tentamos encontrar a pessoa que um dia seremos. E eu sou tão dual que isso se torna uma tarefa complicada. Preciso de encontrar um rumo, algo que saiba que vou perseguir e conquistar, faltam-me objectivos para cumprir. Estou demasiado desnorteada. E deslumbrada, muito deslumbrada. Isto são anos passageiros, mas são tão surreais que se torna difícil ser quem era e comportar-me como me estereotiparam. E depois encontro todos à minha volta a mudarem. Já não reconheço ninguém. A vida académica tem efeitos desconcertantes nas pessoas, incluindo em mim. A sério que preciso de um rumo, de alguém que me norteie. E finalmente reconheço que estou carente no meio de tanta e tanta gente espectacular que me rodeia. O que é perturbador.


Eu julgo que tenho tudo para ser feliz. Mas não o sou. Ora, é porque algo está errado. Mas o quê?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sempre

Descobri que nem os novos ambientes, nem a tua ausência física e visual, nem os amores de uma só noite me fazem deixar-te para trás, nada me faz esquecer-te de uma vez por todas. Já estás muito menos, já me lembro poucas vezes de ti, já não pulsa aquela sensação de que és tudo para mim, mas mesmo assim cada vez que retornas à minha mente, retornas em grande força. Destróis sempre todas as certezas que tenho, alimentas a saudade. Não há nada que me faça esquecer-te por completo, julgo que nunca ficarás definitivamente no passado. E isso é absolutamente estúpido.

domingo, 18 de outubro de 2009

Prima *


Tu sabes que nunca te deixei para trás, nem nunca serei capaz de o fazer. Ou devias saber. Acredita, és quem mais me faz falta nesta nova fase da minha vida, estivesses lá comigo e tudo estaria completo. Assim não há perfeição. Nunca fui tão feliz como agora sou, é certo. Tudo o que acontece, todo o novo contexto, todas as novas pessoas, fazem os meus dias serem excepcionais. Mas não duvides que em muitos momentos eu penso que faltas lá tu, que te quero lá também. Para mim não é a distância e ausência física que fazem com que as pessoas se afastem, são os actos, os pensamentos e a tentativa de esquecimento. E eu tenho-te relembrado sempre, podemos não estar juntas fisicamente, mas estás sempre comigo em pensamento, podes dizer que isto é dito da boca para fora, que é frase feita, mas não é, é a pura realidade. Tudo farei para não deixar a nossa amizade cair por terra. És demasiado essencial, já me tinha apercebido disso há muito tempo, e talvez agora perceba ainda melhor. Amigas como tu simplesmente não se esquecem, não se deixam para trás. Conservam-se para toda a vida, porque são as que valem a pena ficarem sempre connosco. Eu podia até estar na China e ver-te só de cinco em cinco anos que ainda assim não te esqueceria. Acredita, mas acredita mesmo, que por mim ficaremos sempre as melhores amigas, que seremos sempre as primas adquiridas, que teremos sempre as conversas palermas que só nós somos capazes de ter, que teremos sempre as mesmas pancas, que teremos sempre aqueles momentos completamente parvos, que nos riremos muito e muito e muito juntas, que daremos sempre conselhos uma à outra, que desabafaremos sobre tudo o que precisamos, que faremos tantas mais coisas. As nossas coisas, à nossa maneira completamente parola. Não me desiludas, não tentes pensar que te esqueci ou te deixei para trás, porque nunca o farei. Juro. Promessa de prima desnaturada.
Estiveste, estás e estarás sempre, melhor prima «3

domingo, 4 de outubro de 2009

Saudade


Eu procurei um novo caminho, a mudança de tudo o que estava estabelecido.
Mas agora sinto falta de tudo o que em tempos julguei possuir.

sábado, 12 de setembro de 2009

Que tudo mudasse


A verdade é que as coisas nunca voltarão a ser o que eram. Por vezes, fazes-me falta. Outras vezes, és indiferente. Na realidade, em certos momentos, deixo de estar certa de ter já aprendido a viver sem ti. É esta dualidade que me afecta todos os dias, este sentimento ambíguo que ainda nutro por ti. Mas acredito que já falta muito pouco mesmo para seguir o meu caminho completamente sozinha, sem a tua sombra atrás.