sábado, 8 de novembro de 2008
Falta algo
Vens desse modo, muito de mansinho, pedes as tuas desculpas, com as palavras de afecto que sempre usas nestas ocasiões e pensas que tudo fica bem. Mas não, tudo fica deteriorado, porque mostraste mais uma vez seres capaz de me desiludir, seres capaz de errar. Sabes, nem sempre as tuas palavras mudam tudo para melhor, às vezes era melhor guardare-las e fazeres uso delas noutras conjecturas. Quando me magoas, não é por dizeres que não o vais fazer mais que eu vou acreditar. Porque tu sempre arranjas forma de eu ter de me preparar para o teu próximo erro, sempre arranjas forma de eu ser obrigada a duvidar de tudo o que temos, o que somos, o que fazemos. Nunca me poderei prender demasiado a ti, porque sei que a qualquer momento poderei ter de me desprender. Não sabes, não imaginas sequer, o que é ter de pensar no futuro desta forma. E tu só fazes planos para o futuro, e acabámos por esquecer de viver o presente, que consegue ser tão bom. Sabes, os dias contigo são fantásticos, mas eu sinto a todo o momento que nos falta algo. E não sei explicar esta ausência indefinida, mas tenho a plena noção de que ela existe. Falta, falta algo. Agora tenho o que queria, mas não tenho o que preciso.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Há quem
Tornamo-nos prisioneiros daquilo em que não acreditamos e no entanto temos necessidade de continuar a lutar por essa mesma coisa. Às vezes, apenas ouvimos palavras impessoais, que perderam o toque, o sabor, o gosto e se tornaram algo demasiado banal para continuarmos a escutar com o entusiasmo de antes. Contudo, nessa mescla, sempre emergem palavras que dão gosto escutar, que nos prendem a atenção e nos transportam para outra dimensão. Há palavras que nos beijam, há palavras que nos elevam, há palavras que nos tornam um tudo no meio de nada. Há quem saiba tornar simples existências em vivências. Há quem saiba mostrar-nos o verdadeiro significado de Vida e ensinar-nos o valor do orgulho em alguém. Há quem nos torne mais e mais. E tu sabes fazer isso como ninguém.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Especial
Cada momento que passo contigo é apenas a confirmação de que te quero ao meu lado para sempre. Não consegues sequer imaginar o quanto me fazes feliz com cada sorriso, com cada toque, com cada palavra, com cada beijo. Sim, tu és diferente e é talvez isso que me faz gostar tanto de ti. És especialmente especial. Não sei como te agradecer toda a felicidade que trouxeste à minha vida, cada sorriso meu é apenas mais um simples agradecimento por seres quem és e por me fazeres tão feliz. Nunca te quero perder. Antes, eu sabia viver sem ti, porque nunca tinha vivido contigo. Mas agora que sei a dádiva que é poder ter-te por perto, não conseguiria suportar a minha vida sem ti. Adoro-te tanto, tanto, quero-te comigo a toda a hora e cada hora que estás comigo é fantástica. És essencial! Amo-te <3
domingo, 2 de novembro de 2008
As palavras
Dizemos sempre coisas de que nos arrependemos. Talvez porque antes de as proferirmos não pensamos no impacto que vão causar em quem as escutar, talvez porque não pensamos no que estamos a dizer e acabámos por dizer palavras que não são o que sentimos, talvez porque não sabemos medir as consequências dos nossos actos. Por muitos talvezes. E sempre que queremos que acreditem verdadeiramente nas nossas palavras falamos baixinho. Porque desse modo as palavras soam doutra forma, porque desse modo as palavras transformam-se em verdades inquestionáveis para nós. As palavras são capazes de ser tão mágicas. Só quem as conhece verdadeiramente conhece o mistério que estas encerram. Com as palavras, podemos ferir, orgulhar, felicitar, alegrar, entristecer, zangar, podemos fazer tanto com tão pouco. As palavras são algo de fabuloso, sem qualquer dúvida.
sábado, 1 de novembro de 2008
Tudo foi ilusão
Acordas vivo e, no entanto, não sabes como viver. Sentes uma enorme falta de percepção quanto a tudo. Não sabes como irás enfrentar mais um dia, igual a tantos outros, ou ainda pior. Tudo o que passou foram situações que não soubeste viver, que não foste capaz de compreender e aceitar. E agora restam-te as cinzas escuras de algo que afinal nunca tiveste em tua posse. Sentes que nunca foram verdadeiramente um do outro. E esse sentimento não poderia ser mais nefasto. Cada momento, cada sorriso, cada toque, cada lágrima, cada beijo parecem te agora mentiras muito bem construídas, parece-te um grande teatro, em que foste um actor principal a actuar como actor secundário. Tudo o que viveste foram puras ilusões e agora sentes-te atraiçoado. Não poderia ser mais duro, não poderia ter corrido pior. Todo o idílio que construíram desmorona-se e acordas para a realidade em que afinal sempre viveste. E ela não é como desejas.
