segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Quando o pouco vale muito

É tudo mais simples quando existe alguém que nos preenche de forma diferente. Tens-me aquecido o coração e isso sabe bem, com todo o frio que se tem feito sentir interior e exteriormente. Só espero que tão cedo não te tornes razão do meu esfriar emocional e que continues a corresponder à boa imagem que tenho de ti. Tens-me feito feliz de forma tão simples e isso é o essencial.
GW!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Nova lição


Há muito tempo que aprendi que as pessoas não ficam para sempre. Há muito tempo que aprendi muita coisa importante sobre a vida. Há muito tempo que aprendi a aceitar naturalmente o que acontece. Talvez eu pareça insensível perante determinados factos sucedidos comigo, mas a vida fez-me aprender a, acima de tudo, buscar incessantemente a felicidade e deixar para trás o que me faz mal. Cada vez mais consigo cumprir tudo isso e cada vez mais consigo proceder a uma preparação mental para as coisas que me acontecem. É isso que tenho vindo a fazer continuamente e é isso que me auxilia a não ir abaixo quando tudo faz prever que vá. Há coisas, pessoas e lugares que já me fizeram mais falta do que fazem agora. Há coisas que nunca mais serão as mesmas, há sentimentos que nunca tornarão a ser fortes. Não tenho pena que assim seja. O que é vilipendiado uma vez é porque não era tão forte assim, e o que o é duas vezes, então talvez nunca tenha sido forte. Tenho o estúpido defeito de acreditar no lado bom das pessoas e de perdoar as pequenas coisas. Não devia ser tão benevolente, mas criaram-me assim. Agora aprendi mais uma lição de vida. Não foi apreendida da melhor forma, mas é bastante valiosa. Deveria estar mal, mas não estou, sinto-me até bastante bem. E isso é um grave indicador de que a minha sensibilidade praticamente já não existe.

Ainda bem que não. Ainda bem que abri os olhos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Talvez




"Sentir o calor humano a quebrar o inverno."
É bom.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Encanto


Estarei a cair novamente naquilo que de mais poderoso existe no universo, nessas teias que nos entrelaçam e agarram, e nos fazem sucumbir? Não sei explicar ao certo o que se passa, e talvez essas coisas tenham sido feitas mesmo para não serem explicadas. Mas eu preciso de compreender, eu preciso sempre de compreender. Começo a sentir de novo uma essência conhecida. Ele encanta-me, e muito, é certo. Mas será que estou preparada para que ele passe a mais do que um encanto passageiro na minha vida?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

É estar saturada disto e não estar



Eu pergunto-me tantas vezes se é mesmo esta a direcção que quero tomar, se estou no caminho certo para mim. E nunca encontro qualquer resposta, eu sou uma vazão imensa por dentro. Afinal aos dezoito ainda somos tão inocentes como aos quinze. Aos dezoito ainda buscamos as respostas às nossas questões mais que existenciais, ainda tentamos encontrar a pessoa que um dia seremos. E eu sou tão dual que isso se torna uma tarefa complicada. Preciso de encontrar um rumo, algo que saiba que vou perseguir e conquistar, faltam-me objectivos para cumprir. Estou demasiado desnorteada. E deslumbrada, muito deslumbrada. Isto são anos passageiros, mas são tão surreais que se torna difícil ser quem era e comportar-me como me estereotiparam. E depois encontro todos à minha volta a mudarem. Já não reconheço ninguém. A vida académica tem efeitos desconcertantes nas pessoas, incluindo em mim. A sério que preciso de um rumo, de alguém que me norteie. E finalmente reconheço que estou carente no meio de tanta e tanta gente espectacular que me rodeia. O que é perturbador.


Eu julgo que tenho tudo para ser feliz. Mas não o sou. Ora, é porque algo está errado. Mas o quê?